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GP BRASIL DE F-3000: ENTREVISTA COLETIVA PETROBRAS JUNIOR ANTONIO PIZZONIA E RICARDO SPERAFICO

 FIA Formula 3000 International Championship

PARA EDITORIA DE ESPORTES / AUTOMOBILISMO
DE EDELMAN BASI / ASSESSORIA DE IMPRENSA PETROBRAS – ESPORTES
SÃO PAULO, 27/3/2002

FOTOS EM ALTA DEFINIÇÃO DA ENTREVISTA COLETIVA DE ANTONIO PIZZONIA E RICARDO
SPERAFICO ESTÃO À DISPOSIÇÃO NO SITE WWW.FOTOCOM.NET

Antonio Pizzonia e Ricardo Sperafico, da equipe Petrobras Junior,
chegam a Interlagos/SP qualificados pela ótima temporada de 2001, na estréia
de ambos na F-3000 Internacional, categoria de acesso à F-1. Na ocasião,
Sperafico foi 5o (Rookie of the Year) e Pizzonia o 6o. Se, por um lado, o
retrospecto os faz favoritos ao título deste ano, por outro lado a
modificação do projeto do carro será um adversário a mais no caminho da
dupla.

“Todas as equipes esbarraram em pequenos detalhes que acabaram se
transformando em grandes problemas nos testes de pré-temporada. Sobretudo no
que diz respeito à caixa de câmbio. Mas o fabricante enviou a todos novas
peças para o GP Brasil e acredito que faremos uma boa corrida”, comenta o
engenheiro chefe da Petrobras Junior, Paul Jackson. “O carro mudou bastante
e está próximo a um F-1, inclusive no que diz respeito à segurança”,
acrescenta, referindo-se ao novo Lola B2/50, que faz sua primeira corrida em
Interlagos.

O dono da equipe, David Sears, elogia o desempenho de Pizzonia e
Sperafico em 2001 e fala com otimismo sobre as chances dos brasileiros da
Petrobras Junior.

“Arden e Durango estão bem mas acredito que o campeonato será
imprevisível. Todas as equipes começam o ano em condições iguais. Pizzonia e
Sperafico superaram nossas expectativas em 2001 e devem andar bem este ano
novamente”, diz o inglês, que considera a F-3000 o principal acesso à F-1.
“Dos 22 pilotos na F-1 hoje, 13 deles vêm de F-3000, seja européia,
internacional ou japonesa. Ainda é uma categoria muito forte”, acredita ele.

Os treinos classificatórios para o GP Brasil acontecem nesta
sexta-feira (29/3) em dois turnos: das 14h20 às 15h e das 15h30 às 16h10.  A
corrida será sábado (30/3), a partir das 15h e terá 35 voltas.

A seguir, a íntegra da entrevista coletiva de Antonio Pizzonia e
Ricardo Sperafico, concedida nesta quarta-feira no restaurante do Paddock da
F-3000.

O CARRO NOVO:
ANTONIO PIZZONIA: Está bem melhor do que o do ano passado, o que é muito
positivo para a categoria. É apenas uma questão de acertá-lo para os
resultados aparecerem.
RICARDO SPERAFICO: A diferença para o modelo de 2001 é enorme e o carro está
bem mais rápido e confiável do que o anterior. Precisamos nos adaptar a ele
e desenvolvê-lo melhor. Não treinamos o suficiente na pré-temporada. De
qualquer forma, acho que já no Brasil seremos competitivos para brigar pela
vitória, principalmente pelo fato de sermos brasileiros.

PRINCIPAIS ADVERSÁRIOS:
PIZZONIA: Arden e Durango foram bem. Mas as coisas mudam muito. No ano
passado, algumas equipes que andaram bem nos testes de pré-temporada
acabaram não repetindo o bom desempenho durante as corridas. Inlcusive eu
espero que as coisas mudem mesmo, porque agora quem está atrás somos nós!
SPERAFICO: Arden e Durango mostraram um bom desempenho nos testes. Mas
também pode ser que eles tenham apenas encontrado a fórmula mais rápido e
não passem disso. No Brasil teremos todos chances iguais.

NOVAS REGRAS:
PIZZONIA: Em algumas pistas européias a caixa de brita já foi retirada e o
resultado foi positivo. Ainda não pude sentir na pele os efeitos desta
mudança e, para ser sincero, espero não ter de sentir!
SPERAFICO: A Fia sempre muda para melhor. A retirada da caixa de brita é uma
boa idéia mas acho que vai ter mais gente saindo da pista porque sabe que
não terá brita para parar o carro. Em termos de acidente é esperar para ver…

F-1 X F-3000:
PIZZONIA: A diferença entre um carro de F-1 e um carro de F-3000 é enorme. O
mais difícil não é passar de um F-3000 para um F-1 e sim voltar de um F-1
para um F-3000. Andei tanto com a Williams este ano que está sendo
complicado me acostumar com um carro mais lento, que tem uma resposta
diferente na curva, na reta… Mas o lado positivo de ser ao mesmo tempo
piloto de testes da Williams e competir na F-3000 supera os problemas.

O CONTATO COM A WILLIAMS:
PIZZONIA: Fui muito bem recebido pela equipe e, à medida em que fui me
entrosando, as coisas foram melhorando. Fiz tempos competitivos em todos os
testes e, em boa parte deles, fui mais rápido do que Ralf Schumacher e Juan
Pablo Montoya. Meu principal objetivo é mostrar a eles meu trabalho. Sei que
foi só o comecinho até agora. O trabalho será longo e espero continuar
rápido.
SPERAFICO: Não me sinto injustiçado por ter terminado o campeonato passado
numa posição melhor do que o Pizzonia e mesmo assim não ter sido escolhido
pela Williams. Acho que eles optaram pela experiência do Pizzonia, que já
conhecia melhor um F-1 do que eu. Mas minha relação com a Williams é boa,
eles confiam em mim  e deverei fazer alguns testes para eles este ano.

JUVENTUDE NA F1:
PIZZONIA: Dei todos os passos possíveis no caminho até chegar à F-1. E
ganhei tudo sempre, menos a F-3000. Até agora, porque tenho certeza de que
serei campeão na F-3000 também. Quando fui campeão na F-3 tive até a
oportunidade de entrar na F-1, mas quero chegar lá em uma equipe grande. Não
quero ser mais um no circo e sim quero andar bem lá. E na F-1 não basta ser
bom, é preciso ter um equipamento competitivo.
SPERAFICO: Há pilotos que conseguiram chegar à F-1 sem passar pela F-3000.
Mas optei pela F-3000 porque acho a categoria melhor escola para alcançar a
F-1. Pricipalmente porque você conhece todas as pistas e a potência do motor
é parecida. O que acontece é que alguns times na F-1 preferem formar o
piloto lá dentro, e por isso vão buscá-los na F-Renault, na F-3. Já fiz tudo
o que podia e mostrei que sou rápido. São poucas vagas e o que determina a
escolha de um piloto são os detalhes.

CHEGOU A HORA DE SER CAMPEÃO?
PIZZONIA: Sou piloto e tenho de falar sobre todos os problemas até porque
quando eu falhar vou ser cobrado também e precisarei ter humildade para
aceitar. O trabalho da equipe na pré-temporada deixou a desejar. O carro foi
mal nos treinos e temos um longo e difícil trabalho pela frente. De nada
adianta estar preparado para ser campeão se o carro não acompanha o ritmo do
piloto. Para mim, o começo do campeonato é fundamental e estamos perdendo
essa parte. Mesmo assim no Brasil acredito que a gente possa ter vantagem
por ser brasileiro.




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