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LUBRIFICANTE DA PETROBRAS ESTRÉIA EM MONZA

 FIA Formula 3000 International Championship

Depois de dois meses de testes, óleo de câmbio será usado pela Jordan pela primeira vez na temporada. Parceria vai até o fim de 2002

A Jordan estréia neste final de semana em Monza o óleo de câmbio desenvolvido pela Petrobras. A empresa brasileira, já presente na F-1 como fornecedora oficial de gasolina para a Williams há quatro anos, entregou à escuderia de Eddie Jordan os primeiros 100 litros do lubrificante Petrobras para caixas de câmbio que serão utilizados até o fim da temporada. O contrato com a Jordan vai até 2002 e prevê um consumo de cerca de 15 mil litros de óleo de motor e outros mil litros de óleo para câmbio.
"Levamos dois meses para ter a fórmula final do óleo de câmbio aprovada. A F-1 tem exigências muito específicas. O volume de lubrificante em contato com a engrenagem de um F-1, por exemplo, é pequeno e o óleo deve suportar uma temperatura muito elevada", explica a engenheira chefe de pesquisa e desenvolvimento do programa, Maria Adelina dos Santos.  O produto final entregue à Jordan resultou de um aperfeiçoamento do lubrificante usado pela equipe Petrobras Junior de F-3000 desde 1999 que, por sua vez, nasceu do óleo comercial Lubrax Gold. A idéia inicial da Jordan era mesmo que desenvolvêssemos o lubrificante a partir do material já elaborado para a F-3000. Mas foi um grande desafio chegar a um óleo que atendesse a requisitos de desempenho tão severos quanto os da F-1", conta Adelina, que conta com uma equipe de seis pessoas, entre técnicos químicos e engenheiros. O óleo de motor deve ser aprovado em outubro, próximo ao GP de Suzuka, na última corrida do ano. Mas o produto só deverá estrear na temporada 2002, quando será dado pela Petrobras um suporte à Jordan na análise de metais nos lubrificantes usados nas competições.

"Buscamos um ganho de 1% em eficiência no motor Honda utilizado pela Jordan, o que é muito difícil. Mas estamos no caminho certo. Definimos uma grande matriz de fórmulas e, para evitar as idas e vindas das amostras do Brasil para o Japão, sede da Honda, desenvolvemos um teste de motor que emprega condições de trabalho representativas do que é exigido nos motores, o que está agilizando o processo de aprovação do óleo", afirma a engenheira.

E Adelina, que não costuma acompanhar as corridas de F1, já tem programa para sábado e domingo:

"Vou assistir até aos treinos e torcer muito para que a Jordan vença. Vai ser uma vitória um pouquinho nossa também!".

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