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Pilotos da Petrobras Junior serão avaliados em Estoril a partir desta
quarta-feira
Antonio Pizzonia e Ricardo Sperafico mal despediram-se das pistas da F-3000
Internacional e já estão de volta à atividade. Os pilotos da Petrobras Junior
participarão de testes com a BMWWilliamsF1 de quarta a sexta-feira (19 a 21 de
setembro) em Estoril, Portugal. A escuderia inglesa busca um companheiro para o
catalão Marc Gené como piloto de testes para a temporada 2002. Só em janeiro,
a equipe terá 18 dias de treinos.
Pizzonia andará na quarta-feira e na sexta-feira à tarde. Já Sperafico tem
trabalhos marcados para quinta-feira e sexta-feira pela manhã. O circuito de
4360m, em um balneário nos arredores de Lisboa, sediou 13 corridas entre 1984 e
1996.
"Vai ser como um vestibular para a gente. Mas nós vamos estar aprendendo e
a Williams vai estar nos estudando. Tudo vai ser importante na hora: o lado
psicológico, o técnico e o físico", afirma o amazonense Antonio
Pizzonia, que já andou de F-1 em outras ocasiões com Arrows e Bennetton.
"Estou tranqüilo. Quero aproveitar ao máximo essa oportunidade. Vamos ver
no que vai dar. É só fazer tudo certinho e a receita é sentar no carro e
acelerar", diz o paranaense Sperafico, que participou de testes reta com a
própria BMWWilliamsF1 este ano em Lurcy-Lévis / França.
Calouros na F-3000 Internacional, Pizzonia e Sperafico tiveram bons resultados
nesta temporada. Levaram a equipe ao vice-campeonato com 46 pontos (duas vitórias,
quatro terceiros lugares e três pole positions). Quinto colocado com 24 pontos,
Sperafico, foi o melhor estreante e melhor brasileiro na competição que
encerrou-se sábado (15/9), seguido de perto por Pizzonia, sexto colocado com 22
pontos.
"Tenho de esquecer o que aconteceu na corrida e me concentrar nos
testes", diz Pizzonia, que liderava o GP da Itália quando foi punido com
um stop & go a sete voltas do final. "Mas se eu tivesse vencido também
teria de apagar tudo da minha cabeça", frisa o Jungle Boy.
A Petrobras é a fornecedora de combustível da BMWWilliamsF1 há quatro anos e
a equipe Petrobras Junior, que está em sua terceira temporada, é considerada
"filial" da escuderia inglesa na F-3000, já que recebe apoio tecnológico
e o know how da Williams. Embora até hoje quase todos os pilotos da equipe
brasileira tenham sido convidados a testar com a Williams, não há
obrigatoriedade contratual para tal. Os pilotos são indicados por Jonathan
Williams, respeitando sempre critérios técnicos.
"Sem dúvida, essa parceria entre a Petrobras Junior e a Williams faz com
que nossos pilotos sejam mais vistos pela Williams e fiquem próximos da F-1,
mas não há nenhuma cláusula que os obrigue a oferecer testes aos nossos
pilotos", afirma Cláudio Thompson, coordenador de esporte motor da
Petrobras.
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