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A equipe BMWWilliams F1 concluiu nesta sexta-feira os três dias
de testes no circuito do Estoril, em Portugal. Além Ralf Schumacher e do piloto de testes Marc Gené, os brasileiros Antonio
Pizzonia e Ricardo Sperafico, da equipe Petrobras Junior de F-3000, participaram dos trabalhos
da escuderia inglesa. Pizzonia esteve na pista na quarta-feira e hoje pela manhã, percorrendo
507km. Sperafico andou com o FW23 na quinta-feira e na tarde de hoje, somando 511km. Gené cumpriu 750km e Ralf 281km.
A temperatura esteve amena durante a maior parte dos três dias, com chuva apenas nesta sexta-feira de manhã, durante os trabalhos de
Pizzonia.
"No primeiro dia foi muito bom e realmente senti que aprendi bastante. Hoje (21/9) a pista estava molhada e não havia nada que eu pudesse
fazer. Foi a primeira vez que pilotei um F-1 na chuva, mas com o controle de tração as coisas ficaram um pouco melhores", comentou Pizzonia. "De maneira
geral, estou satisfeito com o resultado", acrescentou o amazonense, sexto colocado no
Campeonato Internacional de F-3000 com 22 pontos.
Sperafico também ressaltou o aprendizado:
"Foi a primeira vez que guiei um carro de F-1 em uma pista de verdade. E o que aprendi foi que há uma diferença enorme entre um F-3000 e
um F-1. Mas os engenheiros da Williams fizeram um grande trabalho me ajudando nessa fase de transição", comentou Sperafico, que tinha conduzido
testes de reta para a equipe em Lurcy-Lévis, França. "Foi uma experiência e tanto", completou
o paranaense, que ficou em quinto na F-3000 com 24 pontos, sendo o melhor brasileiro e melhor estreante na competição..
A equipe BMWWilliamsF1 optou por não divulgar os tempos obtidos nos treinos em Estoril de forma a não gerar comparações entre os pilotos.
Pizzonia e Sperafico concorrem à segunda vaga como piloto de testes na escuderia inglesa para o ano de 2002.
PARCERIA: A Petrobras é a fornecedora de combustível da BMWWilliamsF1 há quatro anos e a equipe Petrobras Junior, que está em sua terceira temporada,
é considerada "filial" da escuderia inglesa na F-3000, já que recebe apoio tecnológico e o know how da Williams. Embora até hoje quase todos os pilotos
da equipe brasileira tenham sido convidados a testar com a Williams, não há obrigatoriedade contratual para tal. Os pilotos são indicados por Jonathan
Williams, respeitando sempre critérios técnicos.
"Sem dúvida, essa parceria entre a Petrobras Junior e a Williams faz com que nossos pilotos sejam mais vistos pela Williams e fiquem próximos
da F-1, mas não há nenhuma cláusula que os obrigue a oferecer testes aos nossos pilotos", afirma Cláudio Thompson, coordenador de esporte motor da
Petrobras.
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